Make It Human na prática: o que a Gramado Summit 2026 mostra sobre o futuro da comunicação de marca
- Mariana Oliveira

- há 2 dias
- 2 min de leitura
A Gramado Summit chegou à nona edição em 2026, com quase 25 mil pessoas reunidas no Serra Park, em Gramado. O tema desse ano foi Make It Human. A discussão que apareceu nos três dias vai pautar muito do que se conversa em comunicação nos próximos tempos.

A +presença esteve presente, com nossa CS Carolina Rocha como co-curadora do Palco Insurgente e um time de clientes e parceiros vivendo a experiência junto conosco. A seguir, as quatro leituras que estamos trazendo pra dentro do nosso trabalho.
Make It Human é uma resposta direta ao avanço da IA
Marcus Rossi, CEO da Gramado Summit, abriu o evento dizendo que "máquina não tem alma, e que tudo o que acontece ali é feito por nós e para nós". A frase pode soar simples, mas no meio de tanto entusiasmo cego com automação, soou como lembrete necessário.
A curadoria do evento fez questão de evitar tendências passageiras. Em vez de palestras genéricas sobre IA, o que apareceu foram conversas sobre o papel humano diante do avanço da tecnologia.
A grande provocação do evento: a padronização das IAs está dissolvendo o diferencial humano
A frase mais importante que ouvimos veio fora do palco. Foi numa conversa de corredor depois de uma palestra. Alguém disse que a padronização das IAs está dissolvendo o diferencial humano. Voltamos pensando nisso.
Tem texto de IA chegando em todo canto, com a mesma cadência morna. Marcas falando de coisas diferentes, com voz idêntica.
O destaque nesse cenário é de quem ainda tem alma na voz. Quem soa como gente, e assina o que diz.
O comportamento de consumo também passa pela leitura humana
Michel Alcoforado, antropólogo e autor de Coisa de Rico, ocupou o palco principal para falar sobre transformações de comportamento e consumo. A presença dele no evento reforçou outro ponto que andou conosco na semana inteira. Estratégia de comunicação começa muito antes do briefing.
Começa em decifrar quem é a pessoa do outro lado. E essa decifração não vem de relatório de IA. Vem de leitura humana de cenário, e da capacidade de uma marca enxergar contexto além do dado.
O lado humano deixou de ser detalhe estético
Se a gente conecta o que ouviu em três dias, chega numa conclusão clara. A comunicação com voz própria e ponto de vista assinado virou estratégia.
Não porque a IA não funciona. Funciona, e muito. O problema é que, quando todo mundo terceiriza voz pra máquina, a paisagem fica plana. As marcas que vão crescer nos próximos meses e anos são aquelas que mantiverem alguém (um tom de voz) de verdade na frente da câmera, ou atrás da palavra escrita.
O que a +presença leva pra frente
Voltamos da Gramado Summit com a confirmação de que o trabalho que a gente faz aqui, que é colocar nossos clientes na frente da câmera com palavra própria, longe da cadência morna que vem da máquina, ganhou camada nova de relevância.
Já estamos traduzindo o que vivemos na semana passada em estratégia para os próximos meses.
Aqui na +presença já estamos confirmados para a próxima edição, marcada para 5 a 7 de maio de 2027.
Vamos juntos!

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